quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Vampira Alinam



Bom dia à Todos!
Em homenagem ao dia 13 de Agosto, Dia dos Vampiros, oferecemos à vocês leitores um conto vampiresco feito por Adriano Siqueira e Raphael Albuquerque (Raphael O Lord).
Não deixem de visitar o Blog de Adriano Siqueira, cheio de contos sobre criaturas noturnas!

Agora, Vamos ao Conto!


Alinam, a Vampira Solteira, procura...

Com um anúncio assim todos os homens da terra ficariam impressionados.
Mas ninguém ficaria mais impressionado do que o Sr. Dryne.

Dryne era um homem completamente obcecado por vampiras e ao ver o anúncio ficou louco para conhecer Alinam a Vampira.
Depois de se arrumar nos lugares mais chiques de São Paulo Ele arrumou as malas e foi para o Rio de Janeiro conhecer a vampira.
Logo que chegou no endereço indicado no anúncio Dryne percebeu que o apartamento era no topo do prédio. Ele pegou o elevador e quando chegou no último andar, viu uma mulher arrastando um corpo.
Ele ficou assustado. Ela era muito forte, pois o corpo tinha pelo menos mais de 120 quilos.
Ela olhou rapidamente para Dryne e disse:
— Vai ficar ai parado ou vai me ajudar a carregar este corpo?
Sem pensar nas conseqüências Dryne ajuda a jovem mulher a carregar o corpo para a saída de emergência do prédio.
Logo depois que eles jogam o corpo na saída de lixo do prédio. Dryne pergunta.
— Por um acaso será que poderia me explicar quem era ele?
— Um homem mal. É só o que posso dizer.
— E você?
— Uma mulher... Que gosta de homens.
Ela o abraçou e beijou a sua boca por um bom tempo. Ele ficou bem surpreso com a sua reação e perguntou:
— Por um acaso você não é a vampira que procuro?
— Não! Não sou. Eu apenas estou aqui para ajudar a limpar a “casa” se é que você me entende. Meu nome é Liv. Venha eu vou levá-lo até a vampira.

Dryne é levado para uma grande sala. Liv pega uma taça de vinho e senta ao lado dele e oferece a taça e pergunta:
— Então você quer conhecer uma vampira?
— Eu amo vampiras acho que nasci para ficar com elas, mas confesso que nunca tinha visto anúncios sobre encontros com vampiras.
— Hahaha! Mas Alinam é uma vampira muito diferente. Ela não tem medo de se expor. Alguns vampiros se escondem na noite para pegar as suas vitimas... Alinam não faz isso ela os convida. Eles vem se quiserem.
— Isso é fascinante. Então eu seria uma vitima no caso?
— Talvez... As vezes Alinam gosta da pessoa e eles acabam sendo contratado para trabalhar com ela.
— E como vou saber se eu serei um empregado ou amante ou uma vitima?
— Isso só o tempo dirá... Olha... Ela já está chegando tenho que ir.. Fique a vontade e não mostre medo para ela... Ela odeia homens medrosos. Ela gosta muito de homens que passem confiança para ela. Seja gentil e tudo acabará bem.
Dryne estava atento... Fazia o Maximo para não demonstrar o medo que tomava todo o seu corpo. Era impossível não ter. Não era o tipo de situação que acontecia diariamente. Ele ouve passos vindos da escada... Tentava se posicionar no sofá. Pensava em como se meteu nisso. Se não era melhor ficar em casa procurando fotos de vampiras na internet.
Aos poucos ele via as pernas. Ela usava um vestido preto e salto alto. As curvas chamariam a atenção de qualquer homem. Uma vampira que certamente não teria dificuldades de encontrar vitima. Era uma vampira linda. Não tão alta quanto imaginava. Mas do tamanho certo. Tinha cabelos escuros e usava um piercing bem debaixo do lábio inferior. Seus olhos eram Negros e o seu sorriso muito cativante.
Ela se aproximou sem dizer uma palavra. Chegou muito perto do rosto de Dryne e começou a cheirá-lo deixando uma pergunta no ar:
— Não sabia que as vampiras gostavam de cheirar os homens.
— Na verdade. Eu estou apenas sentindo o cheiro do seu sangue da sua alma. É assim que eu identifico os melhores.
— Espero estar entre eles então.
— Isso eu ainda não decidi e eu não gosto muito de homens impacientes.
— Saiba que, com você, eu não teria pressa.
— Uma boa resposta Sr...
— Dryne... Um homem que aprecia muito a sua beleza.
— Mesmo que eu seja a última mulher que amará por toda a sua vida?
— Isso é você que decide!
— Adoro homens que sabem o que quer espero que eu não tenha que decidir tudo.
— O que quero... Bom... Dê-me oportunidade e lhe mostrarei porque eu te mereço.
— Fique a vontade então... Mas antes. Um joguinho. Liv.
Após Liv ser chamada ela abre a cortina e Dryne fica surpreso com o que vê. Uma mulher sangrando pelo pescoço completamente amarrada em uma cadeira. Seus olhos eram completamente brancos e a sua boca estava aberta mostrando caninos salientes.
Liv pega uma estaca e coloca nas mãos do Dryne. Alinam olha para Dryne e diz:
— Mate está vampira traidora e você fará parte do meu grupo seleto de amigos. Tenho a certeza que você não vai se arrepender.
Alinam e Liv saem da sala e deixam o Dryne sozinho com a vampira. Ele olha para a estaca e depois para a vampira.
Será que ele está preparado para mostrar as vampiras que ele merece confiança? Afinal... Ele nunca matou uma vampira antes. E ele só pensava:
— Será que ela quer realmente que eu mate uma vampira? E será que eu terei o terno amor desta vampira? Será que ela me ama?

Dryne pensou por mais alguns segundos, não poderia demorar muito, talvez devesse demonstrar atitude e iniciativa, não deixar-se ser levado pelas emoções mortais, teria que pensar como um vampiro.
Olhou mais uma vez para a face da vítima. O semblante da bela garota era triste, ela sentia que sua morte estava próxima.
Arcando as sobrancelhas, Dryne deu o primeiro passo em direção à apática vampira.
Segurou a estaca com firmeza, para que ela não escorregasse, o ato deveria ser perfeito.
O martelo de madeira repousava na estante, logo atrás da garota, Dryne decidiu não usá-lo, executaria a moça com as próprias forças.
Antes do ato final, Dryne avistou uma fita adesiva, caminhou até o objeto e o pegou. Logo em seguida selou a boca da vampria, assim impediria qualquer barulho que comprometesse a noite, como um grito indesejado, preferia fazer tudo silenciosamente. Incapacitada de falar, devido à fita adesiva, a traidora só pôde emitir um poderoso grunhido, como se gritasse para dentro do próprio peito.
A estaca teve dificuldade para perfurar a primeira camada da pele, Dryne usou mais força, inclinado o corpo, para obter mais peso.
As costelas estralaram, a haste invadiu o peito da garota, trespassou o coração e cravou-se no encosto da madeira.
O sangue escorreria pelo nariz da vítima, talvez a boca incapacitada de abri-se, não deu passagem para o sangue escorrer por entre os lábios.
A respiração ofegante e o coração acelerado do assassino foram diminuindo suas freqüências gradativamente, até atingirem o limiar normal.
Aparentemente morta, a jovem vampira não esboçava nenhum movimento. Dryne olhou para sua mão, e viu o quanto estava rubra. Encharcada de sangue. Ficou conturbado, nervoso novamente. Nunca havia matado ninguém, e a idéia de ser um assassino agora, deixava-o confuso sobre quem ele realmente é.
A cozinha estava mergulhada na escuridão, Dryne correu até o cômodo e acendeu a luz. Foi até pia e começou a lavar as mãos freneticamente. A água rosada refletia seu rosto apavorado. Por mais que esfregasse as mãos, o sangue parecia não querer sair.
Da janela da cozinha podia-se ver toda a cidade, iluminada por pequenos feixes de luzes.
Lá de cima era possível ouvir o farfalhar da cidade noturna. Carros iam, viam e buzinavam a sirene da policia ecoava por entre os prédios.
Perdido nas frívolas da cidade, Dryne foi surpreendido por Liv, que sutilmente acariciou suas costas, seguido de um sensual abraço.
— Vai acabar rasgando a pele Dryne! — disse a vampira ao sopé do ouvido.
A torneira foi fechada e a água cessou.
Conduzido por Liv, Dryne foi guiado até a sala, onde executou sua tarefa. Alinam aguardava ansiosa pela chegada do carrasco.
Com as idéias em ordem, o rapaz caminhou até o sofá que se sentou outrora. Ficou estático, olhando para Alinam.
— Muito bem feito Dryne! — iniciou Alinam.
— Fiz como foi pedido.
A mulher de vestido preto caminhou até o sofá onde estava o assassino. Escorregou suas lindas e geladas mãos pelos ombros dele. Deu a volta no sofá, parando atrás do homem.
E repousando sua cabeça no ombro de Dryne ela disse:
— Sou muito fiel quando prometo algo Dryne!
— Que bom, assim não preciso me preocupar. — respondeu Dryne sorrindo.
As presas de Alinam mostraram-se intimidadora, mas o carrasco Dryne não moveu um músculo.
— Farei de você um nós, será um amigo agora. E a partir de hoje não farei mais anúncios. Mudarei as regras e os jogos, você será para sempre o meu carrasco, caçara para mim todas as noites, e trará aqui todas as nossas vítimas. Aceita o jogo Dryne?
Rindo altamente o carrasco responde:
— Mas é claro minha adorada.
— Então se prepare Dryne, você passara adoráveis noites ao meu lado! — disse Alinam cravando suas presas no pescoço de sua mais nova vítima. Dryne!

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